Mostrando postagens com marcador Wellington Srbek. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Wellington Srbek. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Shakespeare?!? Tô dentro! (ou como eu acabei virando um roteirista - parte II)


- Ele falou que você vai fazer o quê ?

Minha esposa estava incrédula do outro lado da linha. Acendi outro cigarro, na guimba do anterior.

Sim, poucos minutos antes Wellington Srbek, editor da Nemo, havia me convidado a fazer um álbum de quadrinhos.

Não disse do que se tratava, falou apenas quem seria meu parceiro na empreitada, o talentosíssimo Wanderson de Souza.

Eu sinceramente não lembro o que respondi na hora. Quem me socorreu foi o amigo Daniel Esteves, depois de ler a primeira parte dessa crônica:

- Eu percebi, rarara : "e…e…eu? Escrever um roteiro? Mas não sou roteirista!"

- Eu falei isso???

- Algo assim… não lembro das palavras exatas, mas voce deixou claro que nunca tinha escrito quadrinhos, ao que o Srbek combateu falando sobre suas matérias e tal, que tinham narrativas nelas... que você se sairia bem, que voce faz teatro, etc, etc, etc.

E deve ter sido assim mesmo. O fato é que ali estava eu, em frente a HQMix, acendendo meu terceiro cigarro e ainda sem entender o que estava acontecendo.

Ou o Wellington havia enlouquecido ou sabia mais do que eu. Dez meses depois fica claro que naquele momento Wellington estava bastante lúcido. Mas eu já chego lá.
Terminada a reunião, fomos eu, o Wellington, o Will e o Daniel comermos algo na Paulista. O que vou dizer aqui pode ocasionar uma quebra justificada de contrato, mas desconfio que o mineiro estava se deliciando com aquela situação.

Contando por baixo, naquela mesa tinha uns dez prêmios HQMix e mais uma porrada de Ângelo Agostini.

O que eu tava fazendo ali? Do que aqueles caras estavam falando? Como assim eu ia fazer um gibi? Por quê exatamente eu fui pedir um x-bacon? Aquilo tudo tava me dando uma azia infernal…

Eu tinha que saber o que estava acontecendo. Tenho uma necessidade mórbida de racionalizar tudo, deve ser efeito colateral pelos excessos da juventude. Então, na primeira oportunidade que tive a sós com o Wellington (acho que estávamos na FNAC) perguntei sem rodeios:

- Você tem certeza do que cê tá fazendo?

Ele tinha certeza. Aquilo era sério.

Não sejamos hipócritas. Uma chance assim não bate à sua porta todo dia.

Nunca tinha feito um roteiro e era um completo desconhecido no meio. A meu favor apenas um blog de resenhas em forma de crônicas.

A realidade me atingiu como um raio horas depois, voltando de carona com o Daniel, debaixo de um dilúvio bíblico, que transformou um percurso de 25 minutos numa viagem de mais de uma hora.
Tenho que confessar que foi divertido. Desviamos de uma Radial Leste (a principal via de acesso para a Zona Leste de São Paulo) totalmente alagada apenas para cairmos numa viela da Móoca que mais parecia um rio.

HQMIX2- Será que dá?

Eu pensei comigo: “Esse maluco não vai enfiar esse Renalt Clio nessa lagoa… ele não vai fazer isso”.

Bem se via que eu ainda não o conhecia…

- Mano! Que cê tá fazendo?

Bem, ele estava atravessando um rio. E eu pensando: “Vou morrer afogado antes de conseguir fazer esse gibi…”

Enquanto eu me recuperava do susto, o Daniel – como se atravessar o Rio Amazonas num carro anfíbio fosse a coisa mais normal do mundo – comentou com a maior naturalidade:

- Putz! Você vai fazer um álbum! Como foi isso?

Aquilo me pegou de surpresa. O Daniel é um dos caras mais talentosos da atualidade, seus quadrinhos são uma coisa rara e tem o mesmo delicioso sabor de um bate papo num boteco. O cara está há anos batalhando e dando a cara a tapa. O Will também. E eu era apenas um cara que escrevia num blog e tinha nome de chupeta.

Aquela pergunta merecia uma resposta sincera. Não seria educado responder de outra forma ou simplesmente fugir do assunto.

- Não sei meu velho. O cara gosta da forma como eu escrevo no blog e acha que eu posso fazer um gibi.

Mas não era apenas isso.

A resposta às minhas perguntas chegaram um mês depois, num longo e-mail explicando os pormenores do projeto, prazos, valores e coisas do tipo. Já perto do final, algo que me deixaria de cabelo em pé nos 60 dias seguintes:

“Os álbuns que gostaríamos de encomendar a você são adaptações de obras de William Shakespeare, voltadas ao público de 11 a 15 anos, sendo: ROMEU & JULIETA por Marcela e Roberta e SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO por Lillo e Wanderson.”

Eu sou ator.

Tenho 20 anos de teatro.

Dez deles num dos mais fascinantes e longevos grupos do mundo.

Caras, aquilo era praticamente como oferecer heroína pra um viciado…
(termina no domingo)

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Como assim eu vou fazer um gibi? (ou como eu acabei virando um roteirista - parte I)

Vamos começar do começo.

Eu sou um cara de teatro.

De um tipo bem específico de teatro.

Esqueçam a maquiagem branca na cara, as performances que sempre rolam quando a figura está chapada, seja numa balada ou num batizado, as poses afetadas e aquela voz carregada que mais parece cria do inferno do que garganta de gente de verdade.

Essa fase eu vivi dos 17 aos 27, depois cansei.

Foi justamente quando encontrei o Teatro Popular União e Olho Vivo. Não sabe de quem estou falando? Não esquenta, clica na postagem que fiz sobre o plágio envolvendo o gibi Chibata e você vai entender melhor.

Sentado, como Mão Negra, um dos líderes da Revolta da Chibata, na peça "João Cândido do Brasil".
E foi onde eu passei os últimos dez anos da minha vida. Um lugar mágico, onde aprendi praticamente tudo que sei sobre teatro, arte e cidadania.

Por razões pessoais, decidi, lá por novembro do ano passado, que me afastaria do grupo por um tempo. Naquela época – embora eu ainda não soubesse – já estava afundado até o pescoço nos quadrinhos. Um sujeito se encarregaria de colocar o pé na minha cabeça e me afundar de vez, mas eu já chego lá.

Só que foram dez anos de minha vida naquele grupo, correndo a periferia da cidade, viajando o Brasil, sorrindo, chorando, vivendo…

Eu não sairia assim, tão impune.

Eu de amarelo no meio, num puta de um juiz ladrão em "Barbosinha Futebó Crubi - Uma Estória de Adonirans"

A verdade é que quase enlouqueci. Naquele galpão do bairro do Bom Retiro, colado no centro velho de São Paulo, está boa parte de minha história e – sem dúvida alguma – muito da alma que penhorei quando decidi ser um artista.

Sou capaz de interpretar um assassino cruel numa cena e, três minutos depois, enquanto o público ainda está tentando processar a carga dramática que acabou de receber, entrar travestido de uma drag bêbada. Consigo fazer uma voz num registro agudo e alterá-lo para o grave dentro da mesma fala. Tenho uma voz potente, raras vezes precisei de microfone em apresentações a céu aberto…

Bela bosta!

Sou ator e quase não consegui escapar de um simples conflito emocional por uma decisão que eu mesmo tomei!

E era nesse pé em que as coisas estavam quando em janeiro, numa visita a Belo Horizonte, conheci pessoalmente o amigo e roteirista Wellington Srbek, com quem já trocava intensa correspondência desde julho do ano passado.

Entre muito bate papo e uma ótima pizza, ele me convidou a participar de uma reunião que faria dali a duas semanas, aqui em São Paulo, com uns caras com quem ele estava querendo trabalhar.

Foi naquela noite que descobri que ele havia acabado de se tornar o editor da Nemo. Como é de hábito, fiquei de boca calada.

Mas estava empolgadíssimo! Meu amigo era agora um editor! Publicaria quadrinhos e tinha acabado de me convidar pra uma reunião secreta, com uns tipos perigosos, armados até os dentes de pincéis e nanquim…

Na data marcada, fui pra tal reunião com a esperança que o Srbek me convidasse pra escrever o texto de introdução de algum álbum. Afinal, por qual outro motivo ele teria convidado um resenhista para a reunião?

Confesso, eu sou uma besta às vezes…

Não vou contar quem estava ou não na reunião e nem o que foi conversado. Alguns nomes não são segredo, além do Wellington e de mim, o Will estava por lá para fechar sua participação em Ciranda Coraci e o Senhor das Histórias. O Daniel Esteves – com quem já havia cruzado algumas vezes mas nunca havia sido formalmente apresentado – estava ali para fechar sua participação num dos álbuns. O Jozz também foi, embora só tenha saído de lá sabendo que faria um álbum para a Nemo, mas ainda sem saber que se tratava de Otelo, de Shakespeare. O Wanderson de Souza também estava lá, tão perdido quanto eu.

Srbek & Will, no lançamento de Senhor das Histórias e Ciranda Coraci

E eu pensando na tal da introdução…

Em um determinado momento, entretanto, depois de nos contar o que era a Nemo e qual seria seu projeto editorial, o mineiro vira pra mim e pro Wanderson e atira à queima roupa, sem qualquer chance de defesa:

- Aliás, é melhor vocês sentarem mais perto e virarem os melhores amigos, porque provavelmente  
vão fazer um álbum juntos…

Eu não sei exatamente que cara eu fiz, mas deve ter sido de um pavor absoluto. Só o Wellington percebeu. Se o Will reparou, foi educado em disfarçar.

Como assim eu faria um gibi???
(continua na próxima quinta)

terça-feira, 5 de julho de 2011

Brincando de Aro

Coraci“Você não sabe nada sobre isso, é uma criança!”

A Fernanda é minha sobrinha, uma doce menina de 10 anos de idade. Filha da Zanze e irmã da Francine, outra graça e no auge de seus 15 anos.

A Francine é bela, loira, magra, falastrona, inteligente, vivaz, espirituosa e, em poucos meses na nova escola, já havia se tornado uma das mais populares. É e sempre foi assim, nunca vai mudar. É um daqueles seres iluminados.

A Fernanda é bem diferente. Quieta, introspectiva e genial, não há palavras para defini-la. Com apenas 10 anos desenha de uma forma que eu nunca aprendi, mesmo tendo feito artes plásticas. Sua noção de equilíbrio numa composição é assustadora para alguém de tão pouca idade.

E também lê de tudo. E mais, cria histórias em sua cabeça. Devora um gibi da Turma da Mônica Jovem em poucos minutos. E não se contenta. Peça para ela contar qualquer história que acabou de ler e você terá uma grata surpresa: ela conta a história pontuando os momentos chaves, dimensionando a personalidade das personagens e traçando a linha narrativa da história, com climax e tudo!

A Fernanda ensinou-me algo que intuitivamente já sabia, mas não enxergava: as crianças são muito mais do que aparentam ser. Subestimá-las é um desrespeito, além de ser uma crueldade que pode, muitas vezes, destruir toda uma vida.

Infelizmente, esse pensamento arcaico foi amplamente disseminado nos mais variados meios culturais. Quando não está focado numa sexualização precoce, está centrado numa idiotização da capacidade intelectual da molecada.

Nos quadrinhos não é diferente. Os exemplos mais óbvios – Disney e Maurício – não nos dão a medida exata do que acontece. Ambos estão internalizados na memória das crianças desde os tempos em que nossos avós usavam fraldas (no caso do primeiro) ou, como no caso do segundo, desde que eu era um feto (e olha que não sou mais nenhum garotinho). E como tudo o que se mantém há tanto tempo, alternam momentos ruins em suas produções com fases absolutamente geniais.

Mas via de regra, a produção de quadrinhos infantis possui a tendência de ser pouco interessante ao público que realmente interessa: as crianças. O que parece um contrassenso num país que possui Lobato, Maurício, Ziraldo e mais um montão de gente boa.

Mentalidade dos editores? Não sei. Entraria num campo que desconheço e seria leviano culpar alguém. Só sei que passei a infância sem quadrinhos de qualidade, exceção feita aos já mencionados pais do pato e da dentuça. Tinha também Ziraldo, mas esse só me foi apresentado quando eu já era um adulto.

Mas ao que tudo indica, esse cenário começa a mudar, na esteira de um mercado que vem se mostrando cada vez mais atraente já temos alguns ótimos exemplos de quadrinhos infanto-juvenis.

Os dois últimos foram lançados nesse fim de semana e são excepcionais: Ciranda Coraci e O Senhor das Histórias, ambas de Wellington Srbek e Will (Editora Nemo, R$ 19,00 cada).

Ciranda_capaPertencentes à coleção Mitos Recriados em Quadrinhos, são o cartão de visitas da estreante Editora Nemo. E ela começa muitíssimo bem.

“Não julgue um livro pela capa”, dizia a minha avó.

(Mentira. Não dizia, ela mal sabe ler. Mas é um dos ditados que ela com certeza diria e que, geralmente, é verdade.)

Mas não nesse caso. Os dois álbuns saltam aos olhos já na apresentação, com um acabamento de primeira e um preço pra lá de honesto.

SENHOR~1Mas não são nas edições bem cuidadas que reside a força desses dois álbuns e sim na qualidade do conteúdo.

Ciranda Coraci conta a versão indígena da história da Criação, do Sol e da Lua. Já O Senhor das Histórias nos traz um dos contos do mito africano Anansi, também conhecido como Deus-Aranha e o tal senhor das histórias do título.

São histórias infantis sobre mitos cujas origens se perdem no tempo. Escritas numa linguagem acessível à gurizada, num primeiro momento sequer mereceriam uma folheada mais séria destes senhores tão acostumados a Gaimans e Moores.

E é aí que todos se enganam, eu inclusive. Os dois álbuns são uma aula de quadrinhos, equilibrando na medida exata narrativa e desenhos e tornando as histórias atrentes para crianças e adultos de todas as idades.

O talento do roteirista mineiro Wellington Srbek é inquestionável. Ganhador de inúmeros prêmios HQMix e autor de alguns dos mais belos trabalhos dos últimos 15 anos, Srbek vem há algum tempo dedicando uma boa parcela de sua produção ao público infantil.

Na série institucional Pratique Gentileza, criou uma personagem adorável: o grandalhão e simpático robô Urbanoide. Com distribuição gratuita e falando de cidadania, a série tem tudo para se tornar clássica.

Ali ele aprimorou muitos recursos narrativos próprios da literatura infantil, sobretudo na utilização formal da lingua portuguesa e no ritmo narrativo diferenciado para aquele público alvo, e conseguiu um resultado de rara qualidade.

E é essa experiência que ele agora aplica de forma desconcertante em Ciranda Coraci e O Senhor das Histórias. As quatro primeiras páginas do mito contado em Ciranda são primorosas.

Um roteiro que em nenhum momento desrespeita a inteligência das crianças, tratanto de temas curiosos a quem tem mais porquês do que respostas em sua curta existência, mas sempre com leveza e muita diversão.

E tocando em temas bastantes sérios também, como morte, doença e miséria, sem entretanto, cair nas óbvias “lições de moral” ou respostas fáceis.

“Gibi para crianças que não são bobocas”, diria a Fernanda.

(E diria mesmo, desta vez não é mentira.)

Mas Srbek não é apenas um bom roteirista.

Dizem que mineiro é desconfiado, que fala pouco e fica ali na dele, só observando, esperando o momento certo de entrar na conversa ou tomar uma atitude.

Folclores regionalistas à parte, o mineiro Srbek realmente ficou bastante quietinho e esperou sim o momento certo para dar o bote.

E o bote nesse caso foi o desenhista paulista Will.

Olhando os dois álbuns, ninguém acredita.

AnansiComo é possível que um talento do tamanho desse desenhista tenha ficado restrito nos últimos anos ao mercado independente? Como nenhuma editora reparou nesse egresso do mercado editorial, que resolveu fazer quadrinhos por curtir o negócio?

Não há como negar o talento de Will. Não há páginas ruins nos álbuns, sequer existem as menos bonitas. Em Ciranda e O Senhor só temos páginas belíssimas e algumas simplesmente geniais.

Cor, traço, equilíbrio… Tudo no trabalho de Will parece fluir naturalmente.

Os jovens adultos com menos de 30 talvez nunca tenham visto isso, mas no meu tempo de moleque era comum rodarmos a Vila atrás de pneus velhos, jogados em terrenos baldios ou às margens dos corrégos.

Mas não era qualquer pneu. Tinha que ser de bicicleta, mas os mais cobiçados eram os das “motocas”. Pegávamos o pneu e um cabo de vassoura qualquer. Rolávamos o dito cujo ladeira abaixo e íamos controlando sua direção com o cabo de vassoura. Aquilo era uma das melhores diversões que existiam. Enquanto “dirigíamos” o pneu podíamos ser qualquer pessoa, fosse o “Fitipaldi” ou um piloto de foguete. Não havia limites à imaginação. Chamávamos isso de brincar de “aro” (aro mesmo, a base que mantém a forma do pneu).

A arte do Will é isso. É brincar de “aro”. É ir até onde a imaginação alcançar.

Ciranda Coraci e O Senhor das Histórias são o casamento perfeito entre um roteiro inteligente e um traço mágico.

Infelizmente, jamais verei a Fernanda (e creio que nenhuma outra criança) brincando de aro pelas asfaltadas ruas de São Paulo.

Mas ao menos poderei presenteá-la com uma coisa que não havia na minha infância: uma viagem por mundos mágicos em forma de histórias em quadrinhos.

domingo, 26 de junho de 2011

E a Nemo estréia no mercado.

Há pouco mais de um mês, a Editora Nemo, do Grupo Editorial Autêntica, anunciou que começaria suas atividades no mercado de quadrinhos.

Com uma proposta editorial que encheu os olhos de todos, a Nemo anunciou os nomes de Moebius e Hugo Pratt, além de quatro coleções de produções totalmente nacionais: História & Quadrinhos, Shakespeare em Quadrinhos, Versão em Quadrinhos e a série Mitos Recriados em Quadrinhos.

Pois a espera acabou! Dia 02 de julho, na Livraria HQMix, em São Paulo, à partir da 19:00 horas, serão lançados os álbuns Ciranda Coraci e O Senhor das Histórias, ambos de autoria de Wellington Srbek e Will, que estarão presentes no lançamento, e também o álbum europeu mais aguardado dos últimos 30 anos: Arzach, de Moebius.

Lançamento

CIRANDA CORACI

A história do herói Coraci (o Sol) e de sua noiva Jaci (a Lua) é recriada numa HQ repleta de cor e movimento. Nas páginas desta Ciranda Coraci, personagens e ambientes, mitos e lendas ganham vida através de um texto poético e belas imagens.

Ciranda Coraci

 

O SENHOR DAS HISTÓRIAS

Nas páginas deste álbum, conheça Anansi: O Senhor das Histórias. Em sua companhia, numa fantástica aventura de sabedoria e coragem, descubra a resposta para a pergunta: “de onde vêm as histórias?”

Senhor das Histórias

ARZACH

Finalmente chega ao Brasil uma das HQs mais influentes e revolucionárias da história dos quadrinhos. Neste primeiro volume da Coleção Moebius, publicado com alta qualidade gráfica e no formato europeu original, encontramos todas as histórias clássicas de Arzach e ainda mais.

 

Arzach

terça-feira, 17 de maio de 2011

Editora Nemo: e não é que eu vou fazer um gibi?

Dez anos no Teatro União e Olho Vivo ensinaram-me uma porção de coisas…

Assisti centenas de peças, conheci milhares de pessoas que fazem, respiram e pensam teatro, rodei o país em festivais e perdi as contas das apresentações que fizemos em toda a periferia da Grande São Paulo nesta última década.

E aprendi muito. Conheci os textos de Brecht, Ionesco, Miller e os clássicos gregos. De César Vieira, nosso dramaturgo, li todos (inclusive aqueles que nunca foram publicados) e também Guarnieri, Boal e Qorpo Santo.

E Shakespeare, como não poderia deixar de ser.

Só nunca imaginei que minha vida no teatro cruzaria com minha paixão por quadrinhos. Isso é algo que definitivamente eu não esperava.

Mas a vida é um troço engraçado: fiz um blog de quadrinhos, as pessoas acessaram, começaram a curtir o que eu andava postando e de tanto escrecer sobre quadrinhos, acabei convidado a escrever quadrinhos. No caso a adaptação da peça Sonho de Uma Noite de Verão.

O convite partiu do roteirista Wellington Srbek, agora editor da novíssima Editora Nemo.

O traço ficará a cargo do talentosíssimo Wanderson de Souza, conhecido colaborador da Nanquim Descartável.

E como eu já falei demais sobre mim, segue a apresentação oficial da Nemo:

Quadrinhos: a nova aposta do Grupo Editorial Autêntica

Editora NEMO reúne nomes mundialmente consagrados e
grandes talentos brasileiros das HQs

Após a ampliação de seu escritório em São Paulo e da equipe que vai trabalhar exclusivamente com a Editora Gutenberg, o Grupo Editorial Autêntica parte, em 2011, para uma nova empreitada: os quadrinhos. E para abarcar as obras dessa fascinante forma de arte, chega ao mercado a Editora NEMO, que lançará seus primeiros títulos no mês de julho. A proposta da nova marca é reunir nomes consagrados das HQs e autores brasileiros contemporâneos, valorizando essa linguagem artística repleta de preciosidades. Entre os autores que vão compor nosso catálogo, estão os consagrados Jean Giraud, francês conhecido internacionalmente pelo pseudônimo Moebius, e o italiano Hugo Pratt, autor do clássico personagem Corto Maltese, além de vários talentos dos quadrinhos brasileiros.

Com a coordenação de Wellington Srbek, roteirista, editor e pesquisador de quadrinhos, a Editora NEMO publicará suas obras no formato álbum. “Optamos inicialmente pelo formato conhecido na Europa e no Brasil como álbum, que nos Estados Unidos é chamado de graphic novel. Publicados nos tamanhos 20 cm x 28 cm ou 24 cm x 32 cm, os álbuns da NEMO primam pela qualidade artística, reunindo nomes consagrados das HQs e também talentos surgidos no mercado brasileiro. Aliás, uma marca registrada de nossa editora de quadrinhos é justamente a valorização da produção nacional, com a maioria dos álbuns e coleções sendo produzida por autores nacionais”, explica ele.

Ainda de acordo com Wellington Srbek, as HQs da NEMO serão divididas nas coleções Moebius, História & Quadrinhos, Versão em Quadrinhos e Shakespeare em Quadrinhos, além das séries Corto Maltese e Mitos Recriados em Quadrinhos.

A direção executiva da nova editora ficará a cargo de Arnaud Vin, francês radicado no Brasil há mais de 20 anos. Arnaud é também o responsável pelo desenvolvimento das versões digitais dos títulos da nova editora, que serão disponibilizadas muito em breve para as plataformas iOS (iPhone, iPad) e Android, nas versões português, inglês, espanhol e francês.

Conheça a nova marca do Grupo Editorial Autêntica, Editora NEMO:

logo

Confira as novidades da Editora:

Arzach_capaCOLEÇÃO MOEBIUS: Arzach - Autor: Moebius - Finalmente chega ao Brasil uma das HQs mais influentes e revolucionárias da história dos quadrinhos. Neste primeiro volume da Coleção Moebius, publicado com alta qualidade gráfica e no formato europeu original, encontramos todas as histórias clássicas de Arzach e ainda mais.

CIRANDA CORACI (Série Mitos Recriados em Quadrinhos) - Autores: Wellington Srbek e Will - A história do herói Coraci (o Sol) e de sua noiva Jaci (a Lua) é recriada numa HQ repleta de cor e movimento. Nas páginas desta Ciranda Coraci, personagens e ambientes, mitos e lendas ganham vida através de um texto poético e belas imagens.

O SENHOR DAS HISTÓRIAS (Série Mitos Recriados em Quadrinhos) - Autores: Wellington Srbek e Will - Nas páginas deste álbum, conheça Anansi: O Senhor das Histórias. Em sua companhia, numa fantástica aventura de sabedoria e coragem, descubra a resposta para a pergunta: “de onde vêm as histórias?”

CORTO_capaCORTO MALTESE: A Juventude - Autor: Hugo Pratt - Inédita no Brasil, a aventura que mostra Corto Maltese em sua juventude chega com as características da edição europeia, em cores e capa dura. Um álbum perfeito para novos leitores e indispensável para os fãs da obra-prima de Hugo Pratt.

DOM CASMURRO de Machado de Assis - Autores: Wellington Srbek e José Aguiar - Um dos principais clássicos de nossa literatura ganha Versão em Quadrinhos, numa bela e fiel adaptação produzida por dois autores de destaque das HQs brasileiras.

COLEÇÃO MOEBIUS: Pesadelo Branco & Outras Histórias - Autor: Moebius - Neste segundo volume da Coleção Moebius, encontramos algumas das HQs mais ousadas do gênio francês dos quadrinhos de ficção científica e fantasia.

COLEÇÃO SHAKESPEARE EM QUADRINHOS
Os principais clássicos de um dos maiores nomes da literatura internacional ganham a forma de belas HQs produzidas por novos talentos dos quadrinhos brasileiros.

Romeu e Julieta - Autores: Marcela Godoy e Roberta Pares
Sonho de uma Noite de Verão
- Autores: Lillo Parra e Wanderson de Souza
Otelo
- Autores: Jozz e Akira Sanoki
Hamlet
- Autores: Wellington Srbek e Alex Shibao
Macbeth
; Rei Lear; A Tempestade.

COLEÇÃO HISTÓRIA & QUADRINHOS
Coleção de álbuns inéditos que narram alguns dos momentos mais marcantes de nossa história.

A Guerra de Palmares; A Luta Contra Canudos.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Herói Nacional Sim Senhor!

Solar01Wellington Srbek comemora em 2011 seus 25 anos de carreira. Não, você não entendeu errado, o jovem roteirista mineiro está comemorando 1/4 de século envolvido com gibis.

Nem todos esses anos ele esteve no mercado profissional. Seus 25 anos contam a partir da confecção de sua 1ª história, ainda guri.

Mas no final das contas, é exatamente a partir dali que o tempo deve contar. Ninguém se faz roteirista de quadrinhos da noite para o dia. O processo é muito maior do que uma simples decisão profissional.

É um processo que envolve paixão, erros, acertos, decepções e uma carga muito grande (mas muito grande mesmo) de trabalho – em quadrinhos ou não.

De sua 1ª história para sua estréia profissional passaram-se 10 anos. E sua estréia, como a da grande maioria dos roteiristas brasileiros, aconteceu no circuito independente.

Em março de 1996 era publicada a revista Solar. O personagem título tinha cheiro, cor e forma de super herói. Mas já naquela época Srbek mostrava seu talento narrativo. Misturando de forma consistente folclore, mitologia e ação, Solar possui uma qualidade ímpar para uma revista de estréia, fugindo dos estereótipos tão comuns ao gênero, e abriu caminho para o jovem mineiro que queria escrever quadrinhos.

Reformulado em 2009, o personagem – nas mãos de um já tarimbado roteirista, autor de Estórias Gerais, um dos clássicos de nossos quadrinhos em parceria com o Mestre Colin – Solar ganhou uma nova origem, numa série composta de 03 volumes (o último ainda inédito).

Inexplicavelmente, mesmo após Srbek ter colecionado uma série de prêmios e o respeito de toda a classe, nenhuma editora se interessou em publicar esse instigante super herói nacional, com poderes xamanísticos e origem mitológica.

Para a nossa sorte, Srbek está comemorando seus 25 anos nos Solar_Renascimentoquadrinhos e 15 de carreira profissional disponibilizando gratuitamente em pdf a versão original de Solar.

É uma ótima oportunidade para quem ainda não conhece o personagem ou só conhece sua nova versão.

E para os apaixonados por quadrinhos, é a chance de conferir o início de carreira de um dos mais talentosos roteiristas da atualidade.

Para baixar a versão em pdf: http://www.maisquadrinhos.com.br/extras/hqs_virtuais/solar.pdf

Para saber mais sobre SOLAR: http://maisquadrinhos.blogspot.com/search/label/Solar

Para conhecer a obra de Srbek, baixar outras revistas digitais ou comprar as edições de Solar:

http://maisquadrinhos.blogspot.com

http://www.maisquadrinhos.com.br/

http://wellingtonsrbek.blogspot.com/

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Ao verme que primeiro roeu as frias carnes de meu cadáver…

Machado_de_AssisTinha 12, talvez já 13 anos quando li pela primeira vez Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis. Confesso, não entendi nada. Não que seja burro. Tenho até alguns neurônios (não muitos) que funcionam muitíssimo bem, obrigado. Mas dá uma olhada nisso:

Vinham tossidas estas palavras, às golfadas, às sílabas, como se fossem migalhas de um pulmão desfeito. Nas órbitas fundas rolavam os olhos lampejantes, que me faziam lembrar a lamparina da madrugada.

Que criança de 12 anos, estudante de escola pública, tem condição de decifrar uma sentença dessas? Eu estava lendo pela primeira vez Machado de Assis quando até então só tinha lido Capitão América e Heróis da TV e é claro que não entendi nada. Eu e toda a sala de aula, com excessão talvez da professora, embora eu tenha dúvidas quanto a isso também. E não vou entrar aqui na qualidade do ensino há 30 anos atrás. Pelo que vejo hoje nos cadernos das minhas sobrinhas, a coisa só piorou de lá para cá.

Já para depois dos 20 anos, quando havia me tornado um devoradorzinho de livros, reli Memórias Póstumas. E é claro que adorei.

Mas apesar de ter gostado muito e ter lido mais uns 05 ou 06 livros do autor depois disso, nunca me tornei um especialista na obra Machadiana. Então fico com a palavra dos estudiosos – que o consideram o escritor maior de nossa Literatura – e com a minha própria opinião: li vários, sem qualquer obrigatoriedade de trabalhos do ginásio ou das provas vestibulares, ou seja, li porque gostei.

E é por isso que aguardava ansiosamente a adaptação em quadrinhos de Memórias Póstumas de Brás Cubas, por Wellington Srbek e J.B.Melado (Desiderata, R$ 39,90 em média).

MEMRIA~1

Srbek, como já disse em outra postagem, é um daqueles caras inclassificáveis. Seu blog – o Mais Quadrinhos – é uma aula sobre HQ. Tem postagens sobre tudo o que é relacionado a quadrinhos, com uma opinião sempre muito bem embasada e coerente. Além de ser um sujeito educadíssimo, que responde todo e qualquer comentário e nunca se desvia das perguntas que lhe são feitas. Para quem, como eu, é amante de quadrinhos e ambiciona entrar no ramo, seu blog não só é uma parada obrigatoria, é uma sala de aula virtual.

Já havia lido do autor o belíssimo Estórias Gerais – em parceria com o mestre Flavio Colin – além de Solar, Muiraquitã e a série institucional Pratique Gentileza. E exatamente por saber de sua qualidade como roteirista que não via a hora do lançamento de Memórias Póstumas.

E não me decepcionei. Como disse, não sou um especialista da obra Machadiana, não sei citar de memória qual obra pertence a qual período do autor e não tenho capacidade técnica para dimensionar ou reconhecer as influências que exerceu sobre a arte brasileira desde então. Mas sei o que é um bom gibi ou uma boa adaptação.

A lógica é simples. Em qualquer adaptação em quadrinhos de uma obra literária – ainda mais um clássico dessa monta – algumas questões básicas devem ser respondidas:

1. Funciona como gibi?

Se não funcionar, pare a leitura na hora. Você não está lendo uma adaptação, está lendo um gibi ruim.

2. Respeita a estrutura da obra original?

Essa também é fácil, até para quem não leu o livro. Se você passou pela primeira pergunta é sinal que leu o gibi. Então vá até uma livraria qualquer – ou mesmo um sebo – e procure a obra original. Dê uma disfarçada, como quem não quer nada e comece a folhear o livro, sem pretensão, passando os olhos pelos parágrafos, se detendo um pouco no final. Se você encontrar nessa rápida folheada pelo menos meia dúzia de situações similares ao gibi que acabou de ler, fique tranquilo, você não foi enganado.

3. O gibi respeita a essência da obra original?

Essa é um pouco mais complicada, pois você precisa ter lido a obra ou, ao menos, alguns outros livros do mesmo autor. E com um agravante: roteirista e desenhista devem trabalhar a história dentro do mesmo clima e estilo do autor original. Do contrário não é uma adaptação, é uma livre adaptação, uma releitura.

E o Memória Póstumas de Brás Cubas de Srbek e J.B Melado responde a todas essas questões com louvor.

O que li no gibi rememora exatamente o que lembrava do livro, lido há mais de 15 anos, e prova que Srbek extraiu exatamente aquilo que era essencial à compreensão da obra original. Não sejamos ingênuos a ponto de achar que 160 capítulos de boa literatura, acondicionados em média em 200 laudas de letras corridas, caberão em 78 páginas desenhadas. Se fosse uma transposição literal, o gibi deveria ter uns 06 volumes de 150 páginas e, convenhamos, seria um saco de se ler.

Mas toda a ironia e hipocrisia da obra original ali estão. Destaque para os amores de Brás Cubas. A cena do ápice do amor entre Cubas e Virgília é tão bela no gibi quanto é no livro. Ao amalucado  Quincas Borba e ao seu insano Humanitismo também foram dados o merecido espaço.

A linguagem original foi respeitada, embora com pequenas adaptações – sempre necessárias nesse tipo de trabalho – afinal, é uma história em quadrinhos. Lembram-se da primeira questão? Pois é, tem que funcionar como um gibi, que é uma mídia muito mais rápida e direta do que o texto escrito.

MEMRIA~2Por fim, o estilo de J.B.Melado (confira ao lado) capta muito bem o clima reflexivo da obra original. Não dá para imaginar Memórias Póstumas como um mangá ou ainda no estilo anabolizado dos “super” estadunidenses. Sua arte é correta, calcada num estilo mais expressivo, com uma paleta de cores belíssima. O que torna o gibi atraente para crianças e para adultos.

O grave defeito de Memórias Póstumas: chegou com 30 anos de atraso. Se eu tivesse lido o gibi antes do livro, talvez minha compreensão tivesse sido muito melhor e não teria demorado mais de uma década para a releitura. E minha 6ª série teria sido um pouco mais tranquila…

Esse é um defeito que nossos educadores, se despidos de seus preconceitos, poderão corrigir parcialmente daqui em diante. Pois a quantidade de adaptações de qualidade que existem em nosso mercado já justificam um olhar mais atento para as inúmeras possibilidades de utilização dos quadrinhos em salas de aulas.

Memórias Póstumas é mais uma prova disso, além de ser também um baita dum gibi.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Aquisições em Julho

Férias do Teatro! Para aqueles que não sabem, sou ator também. Sou integrante do Teatro Popular União e Olho Vivo há 10 anos. Nos apresentamos na periferia de São Paulo gratuitamente há 44 anos.

Mas esse não é um post sobre o teatro, pelo menos ainda não. Acontece que em julho entramos em férias e eu tenho 04 finais de semana livres. Não parece muito, mas é.

E daí eu aproveito pra tirar um pouco do atraso, ou seja, leio o mês inteiro. E o mês ainda nem acabou e olha só onde eu me meti:

1. Overdose de muleque hiperativo

calvinCalvin é um clássico. Só pode ser classificado de genial por falta de adjetivo melhor em nossa língua. Altamente recomendável para crianças com idade entre 07 e 90 anos.

E eu resolvi comprar 03 de uma só vez!

como tudo começouDeu tilt

2. Papo Cabeça

cheComprei Che, sugestão do amigo Lucas “Korak” Pimenta, um dos colaboradores do Projeto Continuum e também um dos mentores do futuro Quadro a Quadro (vocês ainda ouvirão falar muito nisso).

Todas as opiniões anteriores foram extremamente passionais – ou a chamavam de panfletária ou de genial, dependendo da opção política do perguntado. O Lucas foi o único que apresentou um argumento irrefutável. Com a palavra o mestre Korak: “é inegável a qualidade do seu texto (Oesterheld, o roteirista), do domínio de narrativa... Do conhecimento absoluto de como fazer uma ótima HQ...”

Junto com Che, comprei também Três Dedos: Um Escândalo Animado. Li as críticas na época do lançamento e me interessei, mas o preço não tava bacana. Então cruzei com ele numa promoção na Internet…

Ainda não li, mas o trailer é absurdamente bom:


3. Para Aprender Mais

quadradosSemanas atrás, escrevi sobre o livro Quadrinhos Dourados, do Professor Diamantino da Silva. Agora, depois de ter lido o livro há 20 anos, achei num sebo Quadrinhos para Quadrados, do mesmo autor.

Não deu pra resistir. Não dá pra gastar 50 conto em uma edição encardenada, com papel afrescalhado e prefácio do professor pardal e não investir 15 numa preciosidade dessas. Leitura obrigatória para os amantes de quadrinhos.

4.   Quem disse que Herói Nacional não pode?

Tem alguns caras que são inclassificáveis. Um deles é o Wellington Srbek, autor do já clássico Estórias Gerais, que além de possuir um roteiro magnífico, foi desenhada pelo Mestre Flavio Colin.

O blog do Wellington – o Mais Quadrinhos – é um daqueles lugares na Net onde você pode adquirir conhecimento de alta qualidade sem pagar nada por isso.

É lá que entro quase diariamente no último ano e onde tenho aprendido muito. O Wellington é do tipo que não deixa um único comentário sem resposta e tem sempre algo a oferecer a favor dos quadrinhos, sobretudo os nacionais.

Foi lá também que conheci o Solar, super herói de autoria do Srbek. Gostei das matérias, das críticas e comentários. Só faltava conhecer os quadrinhos.

SOLAR-SoloSagradoSOLAR_Capa

4. E para livrar a cara…

Daí entramos na Livraria Saraiva, eu e minha esposa.

Por incrível que pareça, ela veio me perguntar sobre um gibi, no caso, um gibi pouco convencional: Diário de um Banana.

diario_de_um_bananaNão pensei duas vezes. Emendei de primeira uma das minhas Papagaio de Pirata (quando você repete literalmete aquilo que ouviu, sem saber extamente do que tá falando):

- Meu amor, é genial. Não comprei ainda porque tava caro.

Tô falando… Um dia eu chego e encontro a casa pelada e num envelope jogado no chão os papéis do divórcio…

 

Enfim, o mês promete…