sábado, 24 de março de 2012

Concurso de HQ sobre meio ambiente premia melhor tira com um Tablet

Nessa semana recebi um e-mail do amigo Alexandre Montandon, editor da Qualidade em Quadrinhos Editora, que após uma bem sucedida carreira com Quadrinhos Institucionais, lançou o selo BOOHQ, por onde já publicou A Chave do Universo, de sua autoria, e o belo Carcará, do incrivelmente gente boa Aloísio de Castro.

No email veio o release do concurso que a Qualidade em Quadrinhos está promovendo. Ótima oportunidade para mostrar o trabalho e ainda morder um prêmio bem bacana (e útil, profissionalmente falando).

O prazo vai até dia 30/03 – semana que vem – então maos à obra!

Concurso de HQ sobre meio ambiente premia melhor tira com um Tablet

Promovida pela editora Qualidade em Quadrinhos, iniciativa abre espaço para profissionais e novos talentos e visa conscientizar sobre responsabilidade socioambiental às vésperas da Rio+20.

Com a proximidade da Conferência das Nações Unidas em Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), a editora Qualidade em Quadrinhos realiza seu primeiro concurso cultural, com o intuito de revelar novos talentos da linguagem HQ e contribuir para a promoção da educação e responsabilidade socioambiental. Entre os dias 1º de fevereiro e 30 de março, os interessados devem enviar suas tirinhas com o tema “Educação Ambiental” para apreciação do júri. Ao final do período, serão selecionados os 30 melhores trabalhos e o primeiro colocado ganhará um Tablet.

Para participar do 1º Concurso de Tiras Qualidade em Quadrinhos, basta se inscrever e enviar a arte para o e-mail concurso@qualidadeemquadrinhos.com.br. As tirinhas devem obrigatoriamente medir 15 cm de largura e 5 cm de altura e serem enviadas no formato digital. Além da adequação e interpretação do tema, serão avaliados a originalidade, a criatividade e o teor humorístico do roteiro. O concurso é válido apenas para maiores de 16 anos.

As 30 melhores histórias serão publicadas no site da editora e farão parte de uma ação educativa durante a Semana Mundial do Meio Ambiente, que ocorre na primeira quinzena de junho e antecipa a Rio+20. A conferência – que será realizada de 20 a 22 do mesmo mês – é uma convocação da Organização das Nações Unidas (ONU) e irá reunir cerca de 190 líderes de Estado para discutir ações, traçar metas e firmar compromissos em relação à sustentabilidade do planeta e a redução do impacto da humanidade no meio ambiente. O evento também promove uma avaliação do que foi feito pelos países nos últimos 20 anos, desde que a ECO-92 (ou Rio-92) foi realizada.

O autor da melhor tira, eleita pelo júri formado por membros da editora, ganha ainda um Tablet (Mesa Digitalizadora Wacom Intuos4 Small – PTK440). Estuda-se ainda a possibilidade de uma publicação impressa, reunindo em coletânea todas as artes selecionadas.

O resultado do 1º Concurso de Tiras Qualidade em Quadrinhos será anunciado no dia 9 de abril, através do site da editora em www.qualidadeemquadrinhos.com.br e pela página no Facebook, facebook.com/qualideias. Para mais informações, entre em contato pelo telefone (11) 2281-8866 e siga @qualideias no Twitter.

A Qualidade em Quadrinhos também disponibiliza, para download gratuito, o Cartaz do Concurso. O objetivo é que as empresas, parceiros e clientes divulguem internamente o tema do concurso e incentivem a participação de todos. Para fazer o download, acesse www.qualidadeemquadrinhos.com.br/arquivos/CartazConcursoTiras.pdf

Cartaz ConcursoTiras

Sobre a Qualidade em Quadrinhos Editora

Criada em 1994, a Qualidade em Quadrinhos é destaque no segmento de revistas coorporativas, especializada em conteúdo didático sobre gestão de qualidade, meio ambiente, segurança alimentar, segurança no trabalho e responsabilidade social, além de produtos personalizados. Possui mais de 500 títulos em diversas línguas, sendo que atualmente 60 fazem parte da coleção Qualidade em Quadrinhos, em comercialização.

Sua cartela de clientes inclui a Petrobras, Petroquímica União, Schincariol, Kraft Foods, Philips, Votorantim, Siemens, Avon, Inmetro, Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), entre outras.

Em 2011, um grande marco ocorre na trajetória da editora, com o lançamento de seu primeiro selo: BooHQ. Com o objetivo de entrar no mercado das livrarias contando boas histórias e levando novos conhecimentos através da arte sequencial, a BooQH já nasce com dois grandes projetos aprovados e financiados pelo Programa de Ação Cultural (ProAC) da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. “A Chave do Universo”, de Alexandre Timmers Montandon, é seu primeiro título, publicado no último mês de agosto; em seguida, no mês de setembro, é publicada a obra “Carcara”, de Aloísio Castro.

SERVIÇO

1º Concurso de Tiras Qualidade em Quadrinhos

Tema: “Educação Ambiental”

Período: de 1º de fevereiro a 30 de março (resultado em 9 de abril)

Padrão dos trabalhos inscritos: 15 cm X 5 cm, 300 dpi, jpg, CMYK, formato digital

Prêmio: Tablet (Mesa Digitalizadora Wacom Intuos4 Small – PTK440).

Inscrições gratuitas, através do e-mail concurso@qualidadeemquadrinhos.com.br

Dados para inscrição: Nome Completo, Data de Nascimento, Endereço Completo, Telefone de Contato, E-mail, CPF e RG e Título da Tira. Todos os dados são necessários para a participação. Os arquivos devem vir anexo ao e-mail com os dados de inscrição.

É necessário ter 16 anos ou mais.

Mais informações em www.qualidadeemquadrinhos.com.br ou pelo telefone (11) 2281-8866

sábado, 4 de fevereiro de 2012

E agora José?

Nunca poderia imaginar a encrenca em que eu estava me metendo.

É sério. E bastante sincero também.

Aliás, esta é uma postagem sincera, destinada aos amigos que visitam este blog e a quem eu devo muito.

Quando fiz este blog, há dezoito meses, tudo o que eu queria era voltar a escrever e se no processo acabasse ganhando um gibis de graça, ótimo.

Mas na prática o que aconteceu foi bem diferente.

Este blog me apresentou um monte de gente. Gente de São Paulo, com quem sempre bato papos deliciosos, gente da Bahia e de Minas, que tomei por irmãos, gente do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro…

amigos

Este blog me apresentou os quadrinhos do país inteiro e foi indicado ao HQMix (por essa eu realmente não esperava), minhas resenhas criaram amizades e estreitaram as já existentes, sabe-se lá como, atravessaram o mar e foram publicadas em Portugal (com português de lá, ora pois sim), viraram releases oficiais e apareceram até em orelha de livro.

E quando percebi, estava novamente me acostumando com o apelido resgatado da infância. Aqui em casa, no teatro e no trabalho, todos me conhecem e me chamam de Will, apelido que aboli quando criei o GR, afinal, já existia um cara com esse nome nos quadrinhos. Achava que no máximo uma meia dúzia de pessoas me chamariam de Lillo…

Mas da infância, não foi apenas o apelido que foi resgatado. O GR também resgatou alguns sonhos e me deu a oportunidade de realizá-los.

Aos 14 anos eu sabia que um dia seria ator. Era uma certeza.

E fui durante 20 anos, metade da minha vida.

Mas aos 11, tudo o que eu queria era ser desenhista de gibi. O tempo se encarregou de me mostrar que eu desenhava mal pra cacete. A vida se encarregou do resto e o tal sonho ficou guardado dentro daquelas caixas empoeiradas da memória, as mesmas que dificilmente abrimos. E quando a abrimos apenas percebemos que envelhecemos, nos defendendo da frustração de um um sonho perdido com a clássica frase “como eu era besta, imagina, ser desenhista de gibi!”.

assinandoComo disse, eu desenho mal. Mas escrevo bem, ao que parece.

E o GR – de uma maneira estranha – acabou levando meu nome às páginas de um gibi.

E esse é o principal motivo desta postagem.

2011 foi um ano fantástico, mas 2012 já começou chutando a porta.

Ainda no FIQ, sob o efeito do lançamento de Sonho de Uma Noite de Verão, fui surpreendido pelo amigo (e meu editor) Wellington Srbek com um novo convite. Ele me perguntou se eu estaria interessado em escrever um segundo volume para a coleção Shakespeare em Quadrinhos. É claro que eu estava.

E foi assim que me enfiei na produção de A Tempestade, a última peça do dramaturgo inglês. A vítima da vez em me aturar e dar forma às minhas pirações é o excelente Jefferson Costa.

Só que a coisa não pára por aí. Eu e o Will (isso vai dar uma confusão na noite de autógrafos) temos um trampo pra fazer nesse ano.

E já tá pintando alguns outros projetos.

Ou seja, não me tornei desenhista de gibis como queria na tenra infância, mas definitivamente acabei virando um roteirista. Pelo menos enquanto as pessoas continuarem acreditando e gostando do meu trabalho.

Mas isso tem um preço. E para minha infelicidade, ele não é baixo.

Por conta dos compromissos, o GR vai precisar mudar. Ficou praticamente impossível tratá-lo com o carinho e periodicidade que eu gostaria.

Então tive que fazer algumas escolhas.

O GR não vai sumir, mas vai mudar o foco.

Minhas resenhas semanais continuarão existindo, mas agora serão publicadas apenas no Quadro a Quadro.

Já no GR as atualizações não serão tão frequentes, embora eu espere publicar algo ao menos quinzenalmente. E confirmando uma tendência que permeou minhas publicações em 2011, o GR vai, prioritariamente, falar sobre o mercado independente.

E o espaço continuará democrático. Então, ao pessoal de quadrinhos que estiver interessado em divulgar seu trampo, basta enviar o material para gibirasgado@gmail.com.

Peço desculpas a todos e agradeço sinceramente aos amigos que acompanharam o GR durante esse tempo todo, embora conte também com a presença de vocês nessa nova fase.

E é isso. E agora chega, porque sou chorão…

sábado, 7 de janeiro de 2012

Tudo aquilo que a mamãe sonhou pra mim…

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“Ano novo, vida nova!”

Não conheço pior chavão que esse. Podia ter faturado os 170 milhões na mega da virada e ainda assim não seria uma vida nova, seria a velha com mais (muito mais) dinheiro, só isso.

Na verdade o ano novo é só um dia que veio depois de um outro, geralmente com uma baita festa no meio. As pessoas não mudam com uma simples virada de calendário, a vida não é renovada e não será tudo diferente.

Quer a prova? No dia 31/12/2010, faltando cinco minutos pra meia noite, você também pensava que 2011 seria diferente, não é?

A verdade é que a virada do ano não muda absolutamente nada na vida de ninguém e achar que abraços e brindes de frisante apagarão tudo o que houve antes e criarão as condições propícias para uma nova vida é, para se dizer o mínimo, ingenuidade.

O que muda nossa vida é aquilo que fazemos com ela nos 364 dias restantes…

E se você não fez nada até agora, é melhor começar a correr atrás. E rápido…

Mas não se anime, a maioria das pessoas correm atrás de uma nova vida e o máximo que conseguem é apenas sobreviver na antiga.

Com Bátima é assim.

Não o conhece?

Bátima é uma HQ de 16 páginas e integra a coleção da revista Samba.

De autoria de André Valente, a partir de uma idéia original dele e do Gabriel Góes, Bátima custa menos que uma rodada de cerveja no boteco (R$ 6,00) mas sua ressaca durará dias, garanto.

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Vamos aos fatos: a história de Bátima não é original e já foi retratada em todas as mídias e formas de arte existentes.

Mas convenhamos, não existem histórias originais. O que existe são formas originais de se contar uma mesma história.

E aí reside toda a genialidade de Bátima.

Alguém nobre, capaz de tudo para proteger sua família de qualquer chateação, onde de dia se disfarça de cidadão comum e a noite revela sua verdadeira natureza.

A história lhe parece familiar? Ouvindo ecos do mito do Herói, tão bem aproveitado pela indústria de quadrinhos norte americana?

Esqueça! Essa não é a história de Bátima. Se há algum mito ali, é o Mito da Caverna, de Platão.

Mas nesse Mito da Caverna, Bátima não é o fugitivo e sim o acorrentado. Um homem preso na própria imagem que criou pra si, incapaz de enxergar a verdade e vivendo num jogo de sombras e mentiras que o levarão inevitavelmente ao abismo.

Ler Bátima é se lembrar daquele cara fracassado, que morreu de cirrose depois que o grande projeto de sua vida naufragou; ou então da mãe espancada sistematicamente pelo marido durante décadas; ou ainda do desajustado socialmente que acabou enforcado no próprio lustre da sala.

Mas o pior de tudo é perceber que Bátima traz um pouco da história de qualquer um, com as mentiras que contamos a nós mesmos na vã esperança que aquilo um dia se torne realidade, com as mentiras que contamos aos outros para disfarçar a imensa vergonha da derrota, com as diversas identidades secretas que criamos – dia após dia – na desesperada tentativa de nos tornarmos seres humanos melhores.

O gibi de André Valente é muito mais do que uma história de 16 páginas. É uma história que ficará na sua cabeça durante dias, meses até.

Bátima é um daqueles gibis memoráveis.

Quer realmente que o ano novo lhe descortine uma nova vida?

Leia Bátima e reflita sobre o que você anda fazendo nos 364 dias entre 02/01 e 31/12.

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